Como lidar com Síndrome de Tourette

A temática escolhida para hoje é um assunto delicado. Falamos da Síndrome de Tourette. Esta é uma doença neurológica que provoca reacções involuntárias e repetidas.

A sua causa e origem não estão bem especificadas, no entanto os casos diagnosticados são, maioritariamente, em pessoas da mesma família. Ou seja, esta síndrome é considerada genética.

Como qualquer doença, não é fácil lidar com esta síndrome diariamente. Existem situações em que não existe uma atitude certa a tomar, nem nenhum comportamento específico.

As pessoas diagnosticadas com esta síndrome podem ter alguns problemas de inclusão social, pois não conseguem controlar certos movimentos involuntários, e originam situações embaraçosas para eles mesmos. O que pode levar ao isolamento.

Somos humanos e, como tal, a nossa tendência é sentir pena. Todavia, pena e compaixão não são sentimentos que se deva mostrar perante as situações complicadas que alguém com esta síndrome proporciona. Devemos manter a normalidade, demonstrar que não existe problemas em ter falhas, e que esses tiques e mudanças de personalidade bruscas são o que os torna especiais.

Estes tiques costumam surgir na infância, nomeadamente entre os 7 e os 11 anos. Nem todos os pacientes demonstram estes sintomas da mesma maneira, alguns são mais visíveis, outros conseguem disfarçar um pouco.

Os tiques característicos desta doença podem ser divididos em dois tipos de tiques: tiques motores e vocais.

Tiques motores:

  • Inclinar a cabeça;
  • Tocar no nariz;
  • Fazer gestos obscenos;
  • Bater no peito;
  • Sacudir o pescoço;
  • Encolher os ombros.

Tiques Vocais:

  • Gritar;
  • Cuspir;
  • Gemer;
  • Uivar;
  • Repetir frases;
  • Cacarejar;

Esta doença, tal como outras, não é fácil de entender, e muito menos de lidar. Quem lida diariamente com pessoas diagnosticadas com síndrome de Tourette, vê-se numa posição difícil. Não só por ser complicado lidar com as súbitas mudanças de humor, dificuldade de conversar sem tiques, existe o lado emocional.

Todos temos falhas, e o truque está em aprender a lidar com isso mesmo. Todavia, existem também tratamentos médicos para esta síndrome, quando o paciente não está a conseguir realizar as suas actividades diárias, ou coloca em risco a sua própria vida. Em baixo apresentamos certos tratamentos:

  • Remédios neurolépticos, para tentar bloquear certos tiques e movimentos bruscos;
  • Anti-depressivos, como Fluoxetina, que ajuda a reduzir a ansiedade. A ansiedade é um dos principais motivos para o aparecimento de tiques;
  • Injecções de Botox: Este tratamento é bastante utilizado para paralisar músculos, ajudando a controlar os tiques.

Estes não são todos os tratamentos existentes. Todavia, são os mais conhecidos. Como esta síndrome não é muito falada, existe ainda todo um misticismo perante os tratamentos e comportamentos a ter.

Um grande aliado dos portadores da síndrome de Tourette, é o psiquiatra e o psicólogo. Apesar de se tratarem de movimentos, exclamações e tiques involuntários, ou seja comportamentos físicos, estes modificam a percepção que temos da vida.

Isto é, o facto de não conseguirmos controlar o nosso corpo e a nossa mente, pode ser um grande entrave para uma vida socialmente activa. Alguém com esta síndrome pode estar incluído numa conversa informal, todavia se sentir sentir ansioso ou agitado, o seu comportamento pode tornar-se violento ou até mesmo insultuoso.

Todavia, a pessoa está apenas a ter um movimento reflexo. A sua mente e o seu corpo não estão em sintonia e isso causa algum desconforto e pode originar comportamentos auto-destrutivos.

Em suma, não existe uma maneira infalível de lidar com esta doença. Diariamente, descobrimos novas maneiras de conseguirmos entender a outra pessoa. Apesar de ter uma doença complicada, é um ser humano com emoções e sentimentos.

Se se interessa por assuntos sensíveis, espreite o nosso artigo sobre como Lidar com a Demência.

Seja mais humano e pondere as suas acções!

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