Como lidar com a Demência

Hoje trazemos um assunto sério, que afecta uma grande parte da população. Apesar dos vários esforços feitos para evitar doenças e complicações médicas, existem ainda factores que nos são incontroláveis.

A demência, utilizando o nome genérico, é um termo utilizado para descrever o conjunto de sintomas e doenças que, progressivamente, afectam e condicionam a vida de uma pessoa.

Por vezes, as pessoas não se apercebem que estão a desenvolver algo que será para toda a vida, e quem está a lidar com elas, também não o sabe. São situações onde temos de deixar o orgulho de lado e embarcar de cabeça num processo de (re) descoberta e aprendizagem, para que se possa ajudar e compreender o outro.

As demências deterioram as capacidades cognitivas e, por vezes, motoras das pessoas. Normalmente, a demência deriva de problemas cognitivos, vasculares, do sistema nervoso, e muito mais.

O conjunto de Demências mais conhecido é o seguinte: Doença de Alzheimer, Demência Vascular e a Doença de Parkinson.

Cada caso é único, daí esta doença precisar de um acompanhamento rigoroso e bastante detalhado. O doente com Demência pode perder a memória, sentir a sua capacidade intelectual diminuir, o seu raciocínio tornar-se mais lento e, em certos casos, inexistente e as suas reacções a estímulos não são constantes.

Por ser considerado uma síndrome, e não uma doença em si, a Demência engloba em si vários sintomas. Infelizmente, a Demência não é reversível. Este factor dificulta a realização de um diagnóstico quanto à doença em si, o que leva a que vários pacientes e acompanhantes pensem que é ainda mais difícil do que parece.

Mas, existe sempre um ponto positivo. Existem maneiras de controlar a situação, pequenos detalhes que podem atenuar os sintomas e, consequentemente, ajudar quem sofre com isto a aprender a lidar com o dia-a-dia.

Trazemos aqui algumas dicas para ajudar alguém que tenha Demência:

  • Tenha paciência, a memória de um doente com Demência não é a mesma que a sua;
  • Fale pausadamente, sem mostrar qualquer tipo de pressa ou agressividade;
  • Repita as vezes que forem precisas, o cérebro da outra pessoa precisa de estímulos mais fortes do que o seu;
  • Evite levar a pessoa a ambientes desconhecidos. O factor desconhecido tem bastante impacto num doente com Demência, podendo levá-lo a tornar-se agressivo;
  • Envolva o doente em actividades que estimulem a sua actividade mental, como jogos e histórias;
  • Utilize auxiliares de memória, como fotografias e papéis coloridos. Apesar de não estar a lidar com uma criança, a pessoa com Demência pode comportar-se como tal. As dificuldades cognitivas são muitas;
  • Não se esqueça de inovar na rotina, mas sem mudanças muito drásticas. Isto é, não deixe o doente ficar muito tempo sem fazer nada, ajude-o a realizar actividades diferentes que estimulem a sua actividade cerebral.

A verdade é que cada dia é um novo dia e, para quem sofre de Demência, todos os dias são de descobertas. Como o cérebro não se recorda de pequenas coisas, foca-se em descobrir o antigo, deixando o novo para depois.

A sua memória é mais nítida em acontecimentos passados do que acontecimentos que ocorrem no presente, daí a constante necessidade de fazer perguntas. O cérebro recorda o passado como se fosse o presente e o futuro é incerto, tal como a maneira como o cérebro vai encarar o que vem a seguir.

O paciente com Demência pode ter comportamentos mais agressivos, atitudes e pensamentos mais complicados de descodificar do que os nossos. O truque é nunca desvalorizar a atitude e o pensamento da pessoa, fazê-la sentir-se confortável e segura.

Somos todos humanos, sofremos com as nossas complicações e a dos outros. No final do dia, ajudamos quem pudemos e os nossos, fazendo o melhor que conseguimos.

Informe-se e entenda melhor a Demência!

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